EDITORIAL
Vamos acordar!
Angélica Santos
Não podemos dizer que o Movimento Espírita vive um momento de paralisia, no entanto, é possível afirmar que na atualidade ele poderia ser mais dinâmico e agregador, se assim o desejássemos.
Faz-se necessário, para isso, sair da mesmice ou da inércia em que nos encontramos, buscando a união para agirmos com mais propriedade e dinamismo, promovendo ações conjuntas, para que assim o nosso Movimento possa crescer cada vez mais.
Sozinhos, faremos pouco, entretanto, se buscarmos ações coletivas, faremos com que os postulados doutrinários alcancem seus objetivos, no nível em que o Movimento precisa estar, contribuindo para que a sociedade tenha uma melhor compreensão quanto aos verdadeiros ensinamentos da Dourina Espírita. Isso dará lugar a que não apenas o fenômeno prevaleça, dando a impressão de que lidamos com uma doutrina meramente mística.
Devemos começar instituindo em nossas Casas o estudo sistematizado da Codificação e muito especialmente o conhecimeno do Evangelho.
É peciso que nossa compre- ensão dos postulados abraçados seja objeto de valorização por nós mesmos, seus seguidores.
Falta-nos motivação?
Se este sentimento nos falta, busquemos nas atitudes que a Doutrina oferece a nossa conduta através da ação que nos possibilite levar mais além aquilo que Kardec legou à Humanidade.
É hora de agirmos com mais união, é hora de despertarmos. Para isso, é necessário que aprendamos a usar toda nossa boa vontade, amor e dedicação.
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NECROLÓGIO
Um espírita retorna!
Quando um espírita de boa cepa empreende sua viagem de volta ao Mundo Espiritual, os espíritas que ficam se alegram, por dois motivos: 1 - por saberem que sua missão na Terra se encerrou; e 2 - porque "do outro lado" há outros que o receberão, certamente felizes pelo reencontro. Além de tudo, fica, entre nós, a alegria da convivência que se transformará em suave saudade.
Eis, assim, que nosso companheiro Francisco Aguiar (foto), que compartilhou suas experiências conosco na Casa de Oração Bezerra de Menezes, na intimidade do Grupo de Estudo Jesus de Nazaré, e profissionalmente como jornalista na Tribuna da Bahia, da qual foi diretor, volta à verdadeira Pátria.
Como militante do movimento espírita baiano, Chico foi um dos dirigentes da extinta União das Sociedades Espíritas da Bahia (USEB) no momento em que esta se transformou na atual Federação Espírita do Estado da Bahia. Era, pois, parte da história do Espiritismo na Bahia.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Número 16 / Página 2
MOVIMENTO
Peça teatral relata perigos da má utilização da mediunidade
O Centro Espírita Casa de Emmanuel é o palco da encenação da peça “Eu sou normal”, produzida pelo Núcleo Espírita Cornélio Pires, da Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem). A apresentação é no dia 21 de maio, às 18h, e os ingressos estão à venda no local ao custo de R$10,00.
De autoria de Lino Costa e Maristela Oliveira, a peça conta a história de Zuleica, uma adivinha que usa a mediunidade em proveito próprio. Ela tem uma auxiliar, Cida, que é médium ostensiva mas não acredita em comunicação com o além-túmulo. Para Cida, “conversar com os mortos é coisa do capeta”.
Esse é o enredo de “Eu sou normal”, que tem direção do próprio Lino Costa e a participação dos atores Fátima Souza, Nelson Júnior, Leila Dantas, Cássia Reis e Veralúcia Gondim.
A Casa de Emmanuel fica na Rua Cassiano Lopes, 21, no bairro de Santo Antonio.
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AMAR promove VIII Semear
“Viver conscientemente – oportunidade de ser feliz” é o tema da VIII Semana Espírita (VIII Semear) da Sociedade de Estudos Espíritas Amar, que acontece no período de 21 a 28 de maio deste ano. O programa consta de palestras de Djalma Argollo, Agostinho Nery, Carolina Azevedo, Isabel Guima-rães, André Nepomuceno, Francisco Masan e Sônia Dórea. Haverá também um seminário sobre “Consciência da individuação”, ministrado pelo psicoterapeuta Jordan Campos. A participação nas palestras é gratuita, mas quem quiser assistir ao seminário deverá investir a quantia de R$30,00. A Amar fica na Av. Sete de Setembro, 3.865 – Barra. Mais informações sobre o evento e a entidade estão disponíveis no site www.amar-se.org.br ou podem ser obtidas pelo e-mail amar-se@amar-se.org.br.
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CURTAS
* Uma vasta programação envolvendo a participação de expositores como André Luiz Peixinho, Marcel Mariano, Eleonora Peixinho Guimarães, Lusiane Bahia e Robson Ferrer, dentre outros, comemora os 44 anos de atividade do C. E. Deus Luz e Verdade, festejados no mês de maio.
* A Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem) realiza no dia 15 de maio seu já tradicional Forróbem, animado este ano pela banda de Delmário Ribeiro. Não faltarão os quitutes típicos da época. A festança será no Quartel de Amaralina, a partir das 17h. Os ingressos custam apenas R$10,00, cada um, e estão à venda na Livraria Humberto de Campos, da Cobem, que fica na Rua Bezerra de Menezes, em Brotas (Daniel Lisboa).
* A médica e expositora espírita Eleonora Peixinho Guimarães ministra na FEEB o curso “A arte de envelhecer”. As atividades, que começam no dai 14 de maio, acontecem sempre no segundo sábado de cada mês, das 14 às 17 horas. Mais informações estão disponíveis no site da FEEB (www.feeb.com.br) ou podem ser obtidas pelo telefone 3359-3323.
*****************
EXPEDIENTE
Centro Espírita Lar João Batista
Rua Prediliano Pita, 58 - Fazenda Garcia - Salvador (BA) - Tel.: 3332-3733
Diretoria
Presidente – Angélica Souza Santos; Vice-Presidente – Erotildes de Jesus Silva; 1º. Secretário – Vera Myrtes de Oliveira Vargas; 2º. Secretário – Carolina Edith Santos Monteiro Lopes; 1ª. Tesoureira – Lindinalva Socorro de Souza; 2ª. Tesoureira – Jorsé Hermínio Araújo Pereira; Conselho Fiscal – Celina Pires Gomes, Auri Magalhães do Nascimento e Izabel Maria Teles Tavares; Departamento Assistencial e Promoção Social – Jane Selma Néri dos Reis; Departamento Comunicação Social – Jéssica Néri dos Reis Neves; Departamento Doutrinário – Ivan Cezar Pimentel do Nascimento; Departamento Infanto-Juvenil – Nadja Apóstolo; Departamento Mediúnico – Clélia Catay Medrado;
Departamento Patrimonial – Jurandir Sena.
Tribuna Espírita de Salvador
Jornalista responsável - Angélica S. Santos - MTb 1013; Editores - Angélica Santos e Francisco Muniz;
Revisão - Euclésia Costa e Lindinalva Souza; Tiragem - 1.000 exemplares; Periodicidade - trimestral;
Contatos - tesalvador@gmail.com ou angel.santos29@yahoo.com.br / telefax: 3332-3733.
Peça teatral relata perigos da má utilização da mediunidade
O Centro Espírita Casa de Emmanuel é o palco da encenação da peça “Eu sou normal”, produzida pelo Núcleo Espírita Cornélio Pires, da Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem). A apresentação é no dia 21 de maio, às 18h, e os ingressos estão à venda no local ao custo de R$10,00.
De autoria de Lino Costa e Maristela Oliveira, a peça conta a história de Zuleica, uma adivinha que usa a mediunidade em proveito próprio. Ela tem uma auxiliar, Cida, que é médium ostensiva mas não acredita em comunicação com o além-túmulo. Para Cida, “conversar com os mortos é coisa do capeta”.
Esse é o enredo de “Eu sou normal”, que tem direção do próprio Lino Costa e a participação dos atores Fátima Souza, Nelson Júnior, Leila Dantas, Cássia Reis e Veralúcia Gondim.
A Casa de Emmanuel fica na Rua Cassiano Lopes, 21, no bairro de Santo Antonio.
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AMAR promove VIII Semear
“Viver conscientemente – oportunidade de ser feliz” é o tema da VIII Semana Espírita (VIII Semear) da Sociedade de Estudos Espíritas Amar, que acontece no período de 21 a 28 de maio deste ano. O programa consta de palestras de Djalma Argollo, Agostinho Nery, Carolina Azevedo, Isabel Guima-rães, André Nepomuceno, Francisco Masan e Sônia Dórea. Haverá também um seminário sobre “Consciência da individuação”, ministrado pelo psicoterapeuta Jordan Campos. A participação nas palestras é gratuita, mas quem quiser assistir ao seminário deverá investir a quantia de R$30,00. A Amar fica na Av. Sete de Setembro, 3.865 – Barra. Mais informações sobre o evento e a entidade estão disponíveis no site www.amar-se.org.br ou podem ser obtidas pelo e-mail amar-se@amar-se.org.br.
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CURTAS
* Uma vasta programação envolvendo a participação de expositores como André Luiz Peixinho, Marcel Mariano, Eleonora Peixinho Guimarães, Lusiane Bahia e Robson Ferrer, dentre outros, comemora os 44 anos de atividade do C. E. Deus Luz e Verdade, festejados no mês de maio.
* A Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem) realiza no dia 15 de maio seu já tradicional Forróbem, animado este ano pela banda de Delmário Ribeiro. Não faltarão os quitutes típicos da época. A festança será no Quartel de Amaralina, a partir das 17h. Os ingressos custam apenas R$10,00, cada um, e estão à venda na Livraria Humberto de Campos, da Cobem, que fica na Rua Bezerra de Menezes, em Brotas (Daniel Lisboa).
* A médica e expositora espírita Eleonora Peixinho Guimarães ministra na FEEB o curso “A arte de envelhecer”. As atividades, que começam no dai 14 de maio, acontecem sempre no segundo sábado de cada mês, das 14 às 17 horas. Mais informações estão disponíveis no site da FEEB (www.feeb.com.br) ou podem ser obtidas pelo telefone 3359-3323.
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EXPEDIENTE
Centro Espírita Lar João Batista
Rua Prediliano Pita, 58 - Fazenda Garcia - Salvador (BA) - Tel.: 3332-3733
Diretoria
Presidente – Angélica Souza Santos; Vice-Presidente – Erotildes de Jesus Silva; 1º. Secretário – Vera Myrtes de Oliveira Vargas; 2º. Secretário – Carolina Edith Santos Monteiro Lopes; 1ª. Tesoureira – Lindinalva Socorro de Souza; 2ª. Tesoureira – Jorsé Hermínio Araújo Pereira; Conselho Fiscal – Celina Pires Gomes, Auri Magalhães do Nascimento e Izabel Maria Teles Tavares; Departamento Assistencial e Promoção Social – Jane Selma Néri dos Reis; Departamento Comunicação Social – Jéssica Néri dos Reis Neves; Departamento Doutrinário – Ivan Cezar Pimentel do Nascimento; Departamento Infanto-Juvenil – Nadja Apóstolo; Departamento Mediúnico – Clélia Catay Medrado;
Departamento Patrimonial – Jurandir Sena.
Tribuna Espírita de Salvador
Jornalista responsável - Angélica S. Santos - MTb 1013; Editores - Angélica Santos e Francisco Muniz;
Revisão - Euclésia Costa e Lindinalva Souza; Tiragem - 1.000 exemplares; Periodicidade - trimestral;
Contatos - tesalvador@gmail.com ou angel.santos29@yahoo.com.br / telefax: 3332-3733.
Número 16 / Página 3
MEMÓRIA
Maria Dolores e a consolação pelo Espiritismo
Nascida Maria de Carvalho Leite, na cidade sertaneja de Bonfim de Feira (BA), no dia 10 de setembro de 1900, Maria Dolores era filha de Hermenegildo Leite, escrivão da prefeitura, e da doméstica Balmina de Carvalho Leite. Em Bonfim passou a infância junto com três irmãos e duas irmãs. Em 1916, diplomou-se professora pelo Educandário dos Perdões, sendo considerada pelas colegas e professores como adolescente prodígio, graças à rara inteligência.
“A poesia começou a senti-la na cidade natal, ainda quase criança, a transformar-se, mais tarde na poetisa de bons versos que todos conhecemos”.
Reuniu alguns de seus poemas no livro “Ciranda da Vida”, sendo reconhecida na Capital do estado por sua arte, passando a escrever nos jornais “Diário de Notícias” e “O Imparcial”. Neste último, ocupou o cargo de Redatora-Chefe da “Página Feminina”. Durante 13 anos, escrevera nos jornais citados, mostrando um mundo de ternura que trazia dentro de si, adaptando o pseudônimo de “Maria Dolores”. Dolores lecionou no Educandário dos Perdões e no Ginásio Carneiro Ribeiro, em Salvador. Daí entendermos seu modo todo especial de ensinar, através dos versos, às almas aflitas. Mas sua vida não poderia ser somente flores: estava-lhe reservada uma prova de sofrimentos morais.
Casara-se com o médico Odilon Machado. Suportando infeliz consórcio durante alguns anos, finalmente deu-se a solução pelo desquite. Não houve filhos desta união, como nunca os teria Maria Dolores. Em sua peregrinação, morou em várias cidades da Bahia, e foi em Itabuna que conheceu Carlos Carmine Larocca, italiano radicado no Brasil; tornou-se sua companheira ajudando-o, ombro a ombro, em suas atividades.
Notamos nos seus versos o quanto sofrera, buscando algo que não encontrava: a complemen-tação afetiva, tal como fora planejado pela providência, para que buscasse o Amor Maior, que ela soube encontrar um dia - Jesus!
Tanto sofrimento não foi capaz de torná-la indiferente ao sofrimento humano. Na imprensa, falava dos direitos humanos e do sofrimento dos menos felizes. Não foi compreendida: tacharam-na de “comunista”, tendo de responder sobre as acusações que lhe faziam, pois fora intimada.
Em menina, fora católica; em adulta, o sofrimento fizera-lhe conhecer a Doutrina de Allan Kardec e veio a consolação, a aceitação do sofrimento. Tornou-se membro integrante da Legião da Boa Vontade, com o seu espírito aberto e cheio de ideais. Fazia campanhas, prendas para os bazares realizados em sua própria casa. Fundara um grupo que se reunia em sua residência todas as semanas, quando saíam para distribuir, nos bairros carentes escolhidos, farnéis, roupas, remédios... Chamavam-se “As mensageiras do Bem”. No Natal, faziam campanhas e distribuíam donativos, assim como no Dia das Mães. Dolores costurava enxovais, vendia o que era seu ou empres-tava; às vezes, fazia dívidas para si, a fim de ajudar alguém.
Trazia em si um grande sentido maternal e, como não lhe foi dado o direito da maternidade, adotou seis meninas. Carlos (o esposo) estava na Itália quando Dolores adoecera, a pneumonia manifestara-se de uma forma violenta. No dia 27 de agosto de 1959 ela partia de volta à Pátria Espiritual, de lá enviando seus versos à Terra, em mensagens consoladoras através da psico-grafia de Francisco (Chico) Cândido Xavier e Divaldo Franco.
Maria Dolores e a consolação pelo Espiritismo
Nascida Maria de Carvalho Leite, na cidade sertaneja de Bonfim de Feira (BA), no dia 10 de setembro de 1900, Maria Dolores era filha de Hermenegildo Leite, escrivão da prefeitura, e da doméstica Balmina de Carvalho Leite. Em Bonfim passou a infância junto com três irmãos e duas irmãs. Em 1916, diplomou-se professora pelo Educandário dos Perdões, sendo considerada pelas colegas e professores como adolescente prodígio, graças à rara inteligência.
“A poesia começou a senti-la na cidade natal, ainda quase criança, a transformar-se, mais tarde na poetisa de bons versos que todos conhecemos”.
Reuniu alguns de seus poemas no livro “Ciranda da Vida”, sendo reconhecida na Capital do estado por sua arte, passando a escrever nos jornais “Diário de Notícias” e “O Imparcial”. Neste último, ocupou o cargo de Redatora-Chefe da “Página Feminina”. Durante 13 anos, escrevera nos jornais citados, mostrando um mundo de ternura que trazia dentro de si, adaptando o pseudônimo de “Maria Dolores”. Dolores lecionou no Educandário dos Perdões e no Ginásio Carneiro Ribeiro, em Salvador. Daí entendermos seu modo todo especial de ensinar, através dos versos, às almas aflitas. Mas sua vida não poderia ser somente flores: estava-lhe reservada uma prova de sofrimentos morais.
Casara-se com o médico Odilon Machado. Suportando infeliz consórcio durante alguns anos, finalmente deu-se a solução pelo desquite. Não houve filhos desta união, como nunca os teria Maria Dolores. Em sua peregrinação, morou em várias cidades da Bahia, e foi em Itabuna que conheceu Carlos Carmine Larocca, italiano radicado no Brasil; tornou-se sua companheira ajudando-o, ombro a ombro, em suas atividades.
Notamos nos seus versos o quanto sofrera, buscando algo que não encontrava: a complemen-tação afetiva, tal como fora planejado pela providência, para que buscasse o Amor Maior, que ela soube encontrar um dia - Jesus!
Tanto sofrimento não foi capaz de torná-la indiferente ao sofrimento humano. Na imprensa, falava dos direitos humanos e do sofrimento dos menos felizes. Não foi compreendida: tacharam-na de “comunista”, tendo de responder sobre as acusações que lhe faziam, pois fora intimada.
Em menina, fora católica; em adulta, o sofrimento fizera-lhe conhecer a Doutrina de Allan Kardec e veio a consolação, a aceitação do sofrimento. Tornou-se membro integrante da Legião da Boa Vontade, com o seu espírito aberto e cheio de ideais. Fazia campanhas, prendas para os bazares realizados em sua própria casa. Fundara um grupo que se reunia em sua residência todas as semanas, quando saíam para distribuir, nos bairros carentes escolhidos, farnéis, roupas, remédios... Chamavam-se “As mensageiras do Bem”. No Natal, faziam campanhas e distribuíam donativos, assim como no Dia das Mães. Dolores costurava enxovais, vendia o que era seu ou empres-tava; às vezes, fazia dívidas para si, a fim de ajudar alguém.
Trazia em si um grande sentido maternal e, como não lhe foi dado o direito da maternidade, adotou seis meninas. Carlos (o esposo) estava na Itália quando Dolores adoecera, a pneumonia manifestara-se de uma forma violenta. No dia 27 de agosto de 1959 ela partia de volta à Pátria Espiritual, de lá enviando seus versos à Terra, em mensagens consoladoras através da psico-grafia de Francisco (Chico) Cândido Xavier e Divaldo Franco.
Número 16 / Página 4
ENTREVISTA
Néa Faro - Uma vida dedicada ao Espiritismo
Sob a inspiração do Espírito Manuel Philomeno e Miranda (foto), Néa Faro fundou, com um grupo de amigos devotados, o Centro Espírita que leva o nome desse Benfeitor, na comunidade da Polêmica, ali perto do Iguatemi. Foi presidente da Casa até o dia 23 de abril de 2011, quando passou o cargo a Anivan Nery. Chegada do Rio de Janeiro, onde atuou no C. E. Léon Denis ao lado de Altivo Pamphiro, ela colaborou por largo tempo nas atividades assistenciais da FEEB na Casa de Petitinga.
1Começo – O fato de terem chegado a mim os livros espíritas foi uma coisa muito boa. Eu achava que aqueles livros eram todos católicos! Eu não sabia... porque em todos eles estava escrito “obra mediúnica”, mas aos seis anos de idade eu não sabia o que era obra mediúnica e, como falavam só de espíritos bons, para mim todos os espíritos bons só poderiam ser santos. Eu lia, por exemplo, a vida de Neio Lúcio e dizia: “Ah, deve ter sido um grande santo!” A própria “Lídia” – é uma das primeiras obras mediúnicas espíritas, de José Surinach (espírito), completou um século essa obra – e eu achando que era a vida de Santa Lídia. Quando fui me confessar, católica que era, muito ligada à Igreja - eu era da Cruzada Eucarística -, o padre confessor me perguntou: “Menina, o que você está lendo?” Eu disse: “A vida de Santa Lídia!” Eu não sabia que não era a vida de Santa Lídia, essa Lídia era uma das primeiras cristãs do século I. Essas coisas assim deram muita felicidade à minha vida!
2Religiosidade – Aos 13 anos eu escrevi uma Ave-Maria, olhando o céu, porque todo domingo eu ficava, por volta das 18 horas, fazendo reflexão e olhando o céu. Era um hábito. E eu escrevi uma Ave-Maria baseada nesse talento que minha avó me deu. Minha avó não era cristã, era budista, mas me ajudou muito em meu entendimento da vida espiritual. Porque eu sempre tive uma vida muito espiritualizada, né? Afinal, eu era católica, lia a Doutrina Espírita e, além de tudo, também tinha que saber todas as coisas de minha avó, que era budista. Então eu transitava por várias religiões, o que me ajudou muito a respeitar as religiões alheias, de todas as pessoas.
3Trabalho – Lembrando-me da “História do Espiritismo”, escrita exatamente pelo autor daquele... Conan Doyle! Sir Arthur Conan Doyle. Ele diz (pela boca de Sherlock Holmes, criação sua) que “todo criminoso volta ao local do crime”. Então, veja que coisa interessante! Quando me tornei adulta e já tinha poder aquisitivo, eu voltei Àqueles lugares onde morei quando pobre para fazer um trabalho de assistência social. Coisas assim, incríveis, que aconteciam em minha vida. E quando retornei, muitas daquelas meninas diziam: “Mas você, Néa, você não morava aqui? Você não era aquela menina que estudava no Instituto de Educação?” Eu disse: “É, mas eu não terminei os estudos porque queria ser professora”. Aí, uma outra dizia: “Então você me carregou no colo!” E eu: “Exatamente! Vovó fazia eu tomar conta das crianças!”
4Gestão de pessoas – A presidência desta Casa... eu nunca pensei em ser nada como presidente. Eu penso, sabe, que é um grupo de amigos reunidos para que a gente construa uma vida melhor, não somente para a gente, mas principalmente para aqueles que caminham conosco, nesta vida, aqui nesta comunidade. E quem dirige uma Casa Espírita terá que dirigi-la sempre com uma visão de uma pessoa que é uma ajudadora – e a ajudadora terá que ser uma mãe. A mulher já nasce mãe, e o homem terá que ser um pai dessas almas que chegam até aqui, porque todos nós que estamos na Casa Espírita somos almas muito, mas muito devedoras ainda à lei do Eterno Bem. Então, tudo que construirmos em prol de uma vida melhor, juntos, será melhor para todos nós.
Néa Faro - Uma vida dedicada ao Espiritismo
Sob a inspiração do Espírito Manuel Philomeno e Miranda (foto), Néa Faro fundou, com um grupo de amigos devotados, o Centro Espírita que leva o nome desse Benfeitor, na comunidade da Polêmica, ali perto do Iguatemi. Foi presidente da Casa até o dia 23 de abril de 2011, quando passou o cargo a Anivan Nery. Chegada do Rio de Janeiro, onde atuou no C. E. Léon Denis ao lado de Altivo Pamphiro, ela colaborou por largo tempo nas atividades assistenciais da FEEB na Casa de Petitinga.
1Começo – O fato de terem chegado a mim os livros espíritas foi uma coisa muito boa. Eu achava que aqueles livros eram todos católicos! Eu não sabia... porque em todos eles estava escrito “obra mediúnica”, mas aos seis anos de idade eu não sabia o que era obra mediúnica e, como falavam só de espíritos bons, para mim todos os espíritos bons só poderiam ser santos. Eu lia, por exemplo, a vida de Neio Lúcio e dizia: “Ah, deve ter sido um grande santo!” A própria “Lídia” – é uma das primeiras obras mediúnicas espíritas, de José Surinach (espírito), completou um século essa obra – e eu achando que era a vida de Santa Lídia. Quando fui me confessar, católica que era, muito ligada à Igreja - eu era da Cruzada Eucarística -, o padre confessor me perguntou: “Menina, o que você está lendo?” Eu disse: “A vida de Santa Lídia!” Eu não sabia que não era a vida de Santa Lídia, essa Lídia era uma das primeiras cristãs do século I. Essas coisas assim deram muita felicidade à minha vida!
2Religiosidade – Aos 13 anos eu escrevi uma Ave-Maria, olhando o céu, porque todo domingo eu ficava, por volta das 18 horas, fazendo reflexão e olhando o céu. Era um hábito. E eu escrevi uma Ave-Maria baseada nesse talento que minha avó me deu. Minha avó não era cristã, era budista, mas me ajudou muito em meu entendimento da vida espiritual. Porque eu sempre tive uma vida muito espiritualizada, né? Afinal, eu era católica, lia a Doutrina Espírita e, além de tudo, também tinha que saber todas as coisas de minha avó, que era budista. Então eu transitava por várias religiões, o que me ajudou muito a respeitar as religiões alheias, de todas as pessoas.
3Trabalho – Lembrando-me da “História do Espiritismo”, escrita exatamente pelo autor daquele... Conan Doyle! Sir Arthur Conan Doyle. Ele diz (pela boca de Sherlock Holmes, criação sua) que “todo criminoso volta ao local do crime”. Então, veja que coisa interessante! Quando me tornei adulta e já tinha poder aquisitivo, eu voltei Àqueles lugares onde morei quando pobre para fazer um trabalho de assistência social. Coisas assim, incríveis, que aconteciam em minha vida. E quando retornei, muitas daquelas meninas diziam: “Mas você, Néa, você não morava aqui? Você não era aquela menina que estudava no Instituto de Educação?” Eu disse: “É, mas eu não terminei os estudos porque queria ser professora”. Aí, uma outra dizia: “Então você me carregou no colo!” E eu: “Exatamente! Vovó fazia eu tomar conta das crianças!”
4Gestão de pessoas – A presidência desta Casa... eu nunca pensei em ser nada como presidente. Eu penso, sabe, que é um grupo de amigos reunidos para que a gente construa uma vida melhor, não somente para a gente, mas principalmente para aqueles que caminham conosco, nesta vida, aqui nesta comunidade. E quem dirige uma Casa Espírita terá que dirigi-la sempre com uma visão de uma pessoa que é uma ajudadora – e a ajudadora terá que ser uma mãe. A mulher já nasce mãe, e o homem terá que ser um pai dessas almas que chegam até aqui, porque todos nós que estamos na Casa Espírita somos almas muito, mas muito devedoras ainda à lei do Eterno Bem. Então, tudo que construirmos em prol de uma vida melhor, juntos, será melhor para todos nós.
Número 16 / Página 5
CINEMA ESPÍRITA
Só as mães são infelizes?
Lourival Andrade Júnior - professor e tutor de EAD
As Mães de Chico Xavier, conquanto seja um filme de cunho espírita, é apropriado para todas as pessoas que carecem de fé, espe-rança e caridade, para as pessoas desejosas de autoconhecimento e aperfeiçoamento moral.
Nada sei sobre o livro que inspirou os cineastas. Pouco sei sobre a vida e obra de Chico Xavier. Sou um grão de areia embaralhado no deserto de dúvidas, indagações e inquietações. Sou um peregrino nas sendas da doutrina kardecista, um aprendiz dos ensinamentos crísticos. Interessa-me, neste momento, compartilhar a grandiosidade do amor divino e suas manifestações nos mundos material e espiritual.
Ruth, Elisa e Lara são mulheres completamente diferentes, com histórias completamente diferentes, personagens distintas, mas cujos caminhos se cruzam e se entrelaçam – e certamente também se cruzam e se entrelaçam aos nossos, indepen-dentemente do estado em que estejamos.
A morte de um ente queridíssimo engendra aflição, dor, infelicidade. Palavras jamais podem expressar esse imenso sofrimento. Quem vive ou experimenta perdas, especialmente familiares, bem sabe do que estou ponderando. Nessas delicadas circunstâncias, de tamanha aflição, o calor humano e espiritual afaga, consola, liberta. A bondade legada por Chico Xavier trouxe – e continua trazendo – alento ao corpo e espírito. As Mães foram acalentadas no berço do abacateiro, sob a sombra da frondosa esperança, e alimentadas pelos frutos da paz. Afetuosas cartas psicografadas transformando vidas. Daí, o sublime exercício da solidariedade, virtude e doação em todas as suas dimensões.
Drogas, morte prematura, gravidez indesejada e, princi-palmente, dramas maternos, são temas corriqueiros, recorrentes, triviais. São figurinhas carimbadas e, por isso mesmo, nos afastam ou nos aproximam. Já estamos tão calejados! Melhor seria pular estas cenas. Não obstante, urge aí a necessidade de refletir-mos sobre a existência terrena, questionarmos a repetição desses infor-túnios, entendermos nossa missão no seio familiar, revolvermos atitudes, crenças, valores. Afinal, vivemos nas fronteiras do processo evolutivo, cercados de vulnera-bilidade, incertezas e descaminhos!
A humanidade sempre foi acometida de provas e expiações, dificuldades e mazelas, vicissitudes e problemas dos mais diferentes e diversos matizes. O que se coaduna nos novos tempos é a maneira como estamos a lidar com tais episódios, maneiras que nos levem a conclamar uma inteligência suprema; inteligência esta que possa nos guiar, iluminar, instruir, e tecer nossa reforma íntima, o despertar da consciência espiritual.
Quiçá os críticos especializados considerem As Mães de Chico Xavier uma péssima, rudimentar e fraca produção brasileira. A sensível película congrega jornalismo, arte e realidade, no inusitado jogo dos interesses mercadológicos e materialistas. Por um lado, encerram-se ali as comemorações do centenário de Chico Xavier; de outro, abrem-se portas para revelações religiosas, filosóficas e científicas. Desvela-se o véu da reencarnação... Outras veredas para a imortalidade... Seja como for, os orquestradores da trama tocam, com maestria, nossa mente, alma e coração. Quando assistir, leve lenço. Muitos lenços.
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POESIA
Minha menininha!
Eliane
Engravidei!
Chorei!
Choro de emoção
Pelo presente que ganhei.
“Uma meninha!”, exclamou o médico.
“Ela é uma bonequinha”,
É a minha menininha!
A cada dia dá um passo...
Foi ficando crescidinha
Tornou-se uma mulher
A minha menininha.
A mesma aptidão
Que incrível sintonia!
E assim íamos vivendo...
Com muito amor e harmonia.
Um dia o céu se abriu,
E um convite lhe mandou.
Era um convite de Deus,
E ela não o recusou.
Foi morar no paraíso...
Ao lado do Senhor.
Sua missão fora cumprida
Com muito mérito e muito amor.
*****************
Aniversariantes do trimestre:
Janeiro
3 - Jéssica
11 - Jonilda
29 - Anselmo
Fevereiro
2 - Hiolanda
19 - Tânia
28 - Antonio Osvaldo
Março
3 - Cristiane
7 - Jurandir
Se puder viver cem anos
É mister não rejeitar
Fico junto dos que amo
Até meus olhos fechar.
Só as mães são infelizes?
Lourival Andrade Júnior - professor e tutor de EAD
As Mães de Chico Xavier, conquanto seja um filme de cunho espírita, é apropriado para todas as pessoas que carecem de fé, espe-rança e caridade, para as pessoas desejosas de autoconhecimento e aperfeiçoamento moral.
Nada sei sobre o livro que inspirou os cineastas. Pouco sei sobre a vida e obra de Chico Xavier. Sou um grão de areia embaralhado no deserto de dúvidas, indagações e inquietações. Sou um peregrino nas sendas da doutrina kardecista, um aprendiz dos ensinamentos crísticos. Interessa-me, neste momento, compartilhar a grandiosidade do amor divino e suas manifestações nos mundos material e espiritual.
Ruth, Elisa e Lara são mulheres completamente diferentes, com histórias completamente diferentes, personagens distintas, mas cujos caminhos se cruzam e se entrelaçam – e certamente também se cruzam e se entrelaçam aos nossos, indepen-dentemente do estado em que estejamos.
A morte de um ente queridíssimo engendra aflição, dor, infelicidade. Palavras jamais podem expressar esse imenso sofrimento. Quem vive ou experimenta perdas, especialmente familiares, bem sabe do que estou ponderando. Nessas delicadas circunstâncias, de tamanha aflição, o calor humano e espiritual afaga, consola, liberta. A bondade legada por Chico Xavier trouxe – e continua trazendo – alento ao corpo e espírito. As Mães foram acalentadas no berço do abacateiro, sob a sombra da frondosa esperança, e alimentadas pelos frutos da paz. Afetuosas cartas psicografadas transformando vidas. Daí, o sublime exercício da solidariedade, virtude e doação em todas as suas dimensões.
Drogas, morte prematura, gravidez indesejada e, princi-palmente, dramas maternos, são temas corriqueiros, recorrentes, triviais. São figurinhas carimbadas e, por isso mesmo, nos afastam ou nos aproximam. Já estamos tão calejados! Melhor seria pular estas cenas. Não obstante, urge aí a necessidade de refletir-mos sobre a existência terrena, questionarmos a repetição desses infor-túnios, entendermos nossa missão no seio familiar, revolvermos atitudes, crenças, valores. Afinal, vivemos nas fronteiras do processo evolutivo, cercados de vulnera-bilidade, incertezas e descaminhos!
A humanidade sempre foi acometida de provas e expiações, dificuldades e mazelas, vicissitudes e problemas dos mais diferentes e diversos matizes. O que se coaduna nos novos tempos é a maneira como estamos a lidar com tais episódios, maneiras que nos levem a conclamar uma inteligência suprema; inteligência esta que possa nos guiar, iluminar, instruir, e tecer nossa reforma íntima, o despertar da consciência espiritual.
Quiçá os críticos especializados considerem As Mães de Chico Xavier uma péssima, rudimentar e fraca produção brasileira. A sensível película congrega jornalismo, arte e realidade, no inusitado jogo dos interesses mercadológicos e materialistas. Por um lado, encerram-se ali as comemorações do centenário de Chico Xavier; de outro, abrem-se portas para revelações religiosas, filosóficas e científicas. Desvela-se o véu da reencarnação... Outras veredas para a imortalidade... Seja como for, os orquestradores da trama tocam, com maestria, nossa mente, alma e coração. Quando assistir, leve lenço. Muitos lenços.
*******************
POESIA
Minha menininha!
Eliane
Engravidei!
Chorei!
Choro de emoção
Pelo presente que ganhei.
“Uma meninha!”, exclamou o médico.
“Ela é uma bonequinha”,
É a minha menininha!
A cada dia dá um passo...
Foi ficando crescidinha
Tornou-se uma mulher
A minha menininha.
A mesma aptidão
Que incrível sintonia!
E assim íamos vivendo...
Com muito amor e harmonia.
Um dia o céu se abriu,
E um convite lhe mandou.
Era um convite de Deus,
E ela não o recusou.
Foi morar no paraíso...
Ao lado do Senhor.
Sua missão fora cumprida
Com muito mérito e muito amor.
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Aniversariantes do trimestre:
Janeiro
3 - Jéssica
11 - Jonilda
29 - Anselmo
Fevereiro
2 - Hiolanda
19 - Tânia
28 - Antonio Osvaldo
Março
3 - Cristiane
7 - Jurandir
Se puder viver cem anos
É mister não rejeitar
Fico junto dos que amo
Até meus olhos fechar.
Número 16 / Página 6
DOUTRINA
Instrução da mulher
Um Espírito
“Neste momento a instrução da mulher é uma das mais graves questões, porque não contribuirá pouco para realizar as grandes ideias de liberdade, que dormitam nos fundos dos corações.
Honra aos homens corajosos que tomaram a sua iniciativa! eles podem, de antemão, estar certos do sucesso de seus trabalhos. Sim, soou a hora da libertação da mulher; ela quer ser livre e para isto deve libertar a sua inteligência dos erros e dos preconceitos do passado. É pelo estudo que ela alargará o círculo de seus conhecimentos estreitos e mesquinhos. Livre, ela fundará a sua religião sobre a moral, que é de todos os tempos e de todos os países. Ela quer ser, ela será a companheira inteligente do homem, sua conselheira, sua amiga, a instrutora de seus filhos, e não um joguete, do qual se servem como uma coisa, e que depois deixam de lado para tomar uma outra.
Ela quer trazer a sua pedra ao edifício social, que se ergue neste momento ao poderoso sopro do progresso.
É verdade que, uma vez instruída, ela escapa das mãos daqueles que dela fazem um instrumento. Como um pássaro cativo, ela quebra a sua gaiola e voa para os vastos campos do infinito. É verdade que, pelo conhecimento das leis imutáveis que regem os mundos, ela compreenderá Deus de modo diferente do que lhe ensinam; não acreditará mais num Deus vingador, parcial e cruel, porque sua razão lhe dirá que a vingança, a parcialidade e a crueldade não podem conciliar-se com a justiça e a bondade; o seu Deus – dela – será todo amor, mansuetude e perdão.
Mais tarde ela conhecerá os laços de solidariedade que unem os povos entre si, e os aplicará em seu redor, espalhando com profusão tesouros de caridade, de amor e de benevolência para todos. Seja qual for a seita a que pertença, saberá que todos os homens são irmãos, e que o mais forte não recebeu a força senão para proteger o fraco e o elevar na sociedade ao verdadeiro lugar que deve ocupar.
Sim, a mulher é um ser perfectível como o homem, e suas aspirações são legítimas; seu pensamento é livre e nenhum poder do mundo tem o direito de a escravizar ao sabor de seus interesses ou de suas paixões. Ela reclama sua parte de atividade intelectual, e a obterá, porque há uma lei mais poderosa que todas as leis humanas: a do progresso, à qual toda a Criação está submetida.”
Observação – Temos dito e repetido muitas vezes: a emancipação da mulher será a consequência da difusão do Espiritismo, porque ele funda os seus direitos, não numa ideia filosófica generosa, mas sobre a própria identidade do Espírito. Provando que não há Espíritos homens e Espíritos mulheres, que todos têm a mesma essência, a mesma origem e o mesmo destino, ele consagra a igualdade dos direitos. A grande lei da reencarnação vem, além disso, sancionar este princípio. Desde que os mesmos Espíritos podem encarnar, ora como homens, ora como mulheres, disso resulta que o homem que escraviza a mulher poderá ser escravizado por sua vez; que, assim, trabalhando pela emancipação das mulheres, os homens trabalham pela emancipação geral e, por conseguinte, em proveito próprio. As mulheres têm, pois, um interesse direto na propagação do Espiritismo, porque ele fornece em apoio de sua causa os mais poderosos argumentos que jamais foram invocados. (Vide a Revista Espírita, janeiro de 1866; junho de 1867).
Allan Kardec
Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos - Ano XI, 1868 (n.º 4 - abril de 1868)
******************
Programação de Atividades do C. E. Lar João Batista
Doutrinárias – Segunda-feira, 20 horas; Quinta-feira, 16 horas.
Passes - segunda-feira, 16 às 18 horas; terça-feira, 16h30 às 18h; quarta-feira, 10 às 11 e 16 às 18h; quinta-feira, 17 às 18 e 19 às 20h; sexta-feira, 16 às 18h; sábado, 15h30 às 16h30.
Entrevistas - quarta-feira, 10 às 11 horas; sexta-feira, 15h30 às 17h30.
Escola mediúnica - quinta-feira, 20 às 21 horas; sábado, 15 às 16h30.
Curso básico - quinta-feira, 20 às 21h30; domingo, 9h30 às 11 horas.
Grupos de estudo - terça-feira, 20 às 21h30; quarta-feira, 9 às 10h; quinta-feira, 20 às 21h30; sexta-feira, 15 às 16h.
Evangelização – sábado, 8h30 às 10 horas.
Pré-requisito para acesso a grupos de estudo: ter o curso básico.
“O amor que compreende o erro é êmulo do amor que educa, da mesma forma que o amor que perdoa promove o amor que salva.”
(Joanna de Angelis)
Instrução da mulher
Um Espírito
“Neste momento a instrução da mulher é uma das mais graves questões, porque não contribuirá pouco para realizar as grandes ideias de liberdade, que dormitam nos fundos dos corações.
Honra aos homens corajosos que tomaram a sua iniciativa! eles podem, de antemão, estar certos do sucesso de seus trabalhos. Sim, soou a hora da libertação da mulher; ela quer ser livre e para isto deve libertar a sua inteligência dos erros e dos preconceitos do passado. É pelo estudo que ela alargará o círculo de seus conhecimentos estreitos e mesquinhos. Livre, ela fundará a sua religião sobre a moral, que é de todos os tempos e de todos os países. Ela quer ser, ela será a companheira inteligente do homem, sua conselheira, sua amiga, a instrutora de seus filhos, e não um joguete, do qual se servem como uma coisa, e que depois deixam de lado para tomar uma outra.
Ela quer trazer a sua pedra ao edifício social, que se ergue neste momento ao poderoso sopro do progresso.
É verdade que, uma vez instruída, ela escapa das mãos daqueles que dela fazem um instrumento. Como um pássaro cativo, ela quebra a sua gaiola e voa para os vastos campos do infinito. É verdade que, pelo conhecimento das leis imutáveis que regem os mundos, ela compreenderá Deus de modo diferente do que lhe ensinam; não acreditará mais num Deus vingador, parcial e cruel, porque sua razão lhe dirá que a vingança, a parcialidade e a crueldade não podem conciliar-se com a justiça e a bondade; o seu Deus – dela – será todo amor, mansuetude e perdão.
Mais tarde ela conhecerá os laços de solidariedade que unem os povos entre si, e os aplicará em seu redor, espalhando com profusão tesouros de caridade, de amor e de benevolência para todos. Seja qual for a seita a que pertença, saberá que todos os homens são irmãos, e que o mais forte não recebeu a força senão para proteger o fraco e o elevar na sociedade ao verdadeiro lugar que deve ocupar.
Sim, a mulher é um ser perfectível como o homem, e suas aspirações são legítimas; seu pensamento é livre e nenhum poder do mundo tem o direito de a escravizar ao sabor de seus interesses ou de suas paixões. Ela reclama sua parte de atividade intelectual, e a obterá, porque há uma lei mais poderosa que todas as leis humanas: a do progresso, à qual toda a Criação está submetida.”
Observação – Temos dito e repetido muitas vezes: a emancipação da mulher será a consequência da difusão do Espiritismo, porque ele funda os seus direitos, não numa ideia filosófica generosa, mas sobre a própria identidade do Espírito. Provando que não há Espíritos homens e Espíritos mulheres, que todos têm a mesma essência, a mesma origem e o mesmo destino, ele consagra a igualdade dos direitos. A grande lei da reencarnação vem, além disso, sancionar este princípio. Desde que os mesmos Espíritos podem encarnar, ora como homens, ora como mulheres, disso resulta que o homem que escraviza a mulher poderá ser escravizado por sua vez; que, assim, trabalhando pela emancipação das mulheres, os homens trabalham pela emancipação geral e, por conseguinte, em proveito próprio. As mulheres têm, pois, um interesse direto na propagação do Espiritismo, porque ele fornece em apoio de sua causa os mais poderosos argumentos que jamais foram invocados. (Vide a Revista Espírita, janeiro de 1866; junho de 1867).
Allan Kardec
Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos - Ano XI, 1868 (n.º 4 - abril de 1868)
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Programação de Atividades do C. E. Lar João Batista
Doutrinárias – Segunda-feira, 20 horas; Quinta-feira, 16 horas.
Passes - segunda-feira, 16 às 18 horas; terça-feira, 16h30 às 18h; quarta-feira, 10 às 11 e 16 às 18h; quinta-feira, 17 às 18 e 19 às 20h; sexta-feira, 16 às 18h; sábado, 15h30 às 16h30.
Entrevistas - quarta-feira, 10 às 11 horas; sexta-feira, 15h30 às 17h30.
Escola mediúnica - quinta-feira, 20 às 21 horas; sábado, 15 às 16h30.
Curso básico - quinta-feira, 20 às 21h30; domingo, 9h30 às 11 horas.
Grupos de estudo - terça-feira, 20 às 21h30; quarta-feira, 9 às 10h; quinta-feira, 20 às 21h30; sexta-feira, 15 às 16h.
Evangelização – sábado, 8h30 às 10 horas.
Pré-requisito para acesso a grupos de estudo: ter o curso básico.
“O amor que compreende o erro é êmulo do amor que educa, da mesma forma que o amor que perdoa promove o amor que salva.”
(Joanna de Angelis)
Número 16 / Página 7
HUMOR
Curiosidades
* William Crookes foi o cientista britânico que descobriu o tálio, anunciado em 1861, elemento químico de número atómico 81. Por esse trabalho, sua reputação ficou solidamente estabelecida e ele foi nomeado membro da Royal Society em 1863. Durante três anos investigou e realizou experiências cintíficas, através da médium Sra. Florence Cook, com a materialização do espírito Katie King, nos seguintes critérios: "Deve ser na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos". Na ultima aparição o espírito pediu uma tesoura e ofereceu um pedaço do seu vestido a cada um dos presentes, mais uma madeixa de cabelo ao Sr. Crooks.
* Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito de sua obra-prima, A Divina Comédia. Durante meses os seus filhos Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papeis do pai. Tinham desistido da busca quando Jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto. Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho.
Por detrás de um cortinado fixado na parede encontraram um postigo. No interior do esconderijo havia alguns papeis cobertos de bolor. Retiraram-nos cuidadosamente, e os limparam com uma escova e conseguiram ler as palavras de Dante. Assim completou "A Divina Comédia". Se não fosse uma visão espiritual surgida num sonho, um dos maiores poemas do mundo teria provavelmente permanecido incompleto. (Fonte - Seleções de Readers Digest)
*******************
Charge
Curiosidades
* William Crookes foi o cientista britânico que descobriu o tálio, anunciado em 1861, elemento químico de número atómico 81. Por esse trabalho, sua reputação ficou solidamente estabelecida e ele foi nomeado membro da Royal Society em 1863. Durante três anos investigou e realizou experiências cintíficas, através da médium Sra. Florence Cook, com a materialização do espírito Katie King, nos seguintes critérios: "Deve ser na minha própria casa e com minha própria seleção de amigos e espectadores, sob minhas próprias condições e podendo eu fazer o que achar melhor quanto a dispositivos". Na ultima aparição o espírito pediu uma tesoura e ofereceu um pedaço do seu vestido a cada um dos presentes, mais uma madeixa de cabelo ao Sr. Crooks.
* Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito de sua obra-prima, A Divina Comédia. Durante meses os seus filhos Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papeis do pai. Tinham desistido da busca quando Jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto. Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho.
Por detrás de um cortinado fixado na parede encontraram um postigo. No interior do esconderijo havia alguns papeis cobertos de bolor. Retiraram-nos cuidadosamente, e os limparam com uma escova e conseguiram ler as palavras de Dante. Assim completou "A Divina Comédia". Se não fosse uma visão espiritual surgida num sonho, um dos maiores poemas do mundo teria provavelmente permanecido incompleto. (Fonte - Seleções de Readers Digest)
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Charge
Número 16 / Página 8
OPINIÃO
A lição começa em casa
Francisco Muniz - jornalista e avô
Sem ideias para escrever este artigo, peço sugestões a amigos espíritas e as mulheres é que opinam. Rita sugere “algo a respeito da família, do papel dos pais no crescimento dos filhos, de até onde a gente pode interferir...”, enquanto Fátima Christina aponta um assunto “voltado para a educação - escola e pais - como dar limites?” Como se vê, são temas correlatos e se complementam com uma das sugestões de uma outra Fátima, que pretende eu escreva sobre “o estudar como fator de transformação” ou, mais especificamente, “estudar e o crescimento espiritual”, principalmente em razão dos tempos de transição que já vivemos no planeta desde o século passado e se intensifica neste terceiro milênio.
São temas pertinentes, convenhamos, e eis que acordo de madrugada matutando acerca do impositivo e então me recordo que há aproximadamente 10 anos comentei, no posfácio ao livro “Os novos tempos chegaram”, que o amigo espírita feirense Evilásio Menezes publicou pela editora DPL, algumas linhas relativas à pedagogia espírita. Dizia, naquela ocasião, que a evangelização de crianças e jovens no âmbito da casa espírita deveria ser acompanhada necessariamente pela instrução moral dos familiares, especialmente seus pais, para se garantir esse aprendizado diferenciado, motivando a troca de pensamentos e ideias voltados para a harmonia geral.
Em seu livro Evilásio Menezes iniciou a exploração de uma temática que iria aprofundar em “Pedagogia da consciência”, sua mais recente obra, agora publicada pela Editora EME. “Os novos tempos chegaram”, dentre várias informações, traz-nos ao conhecimento um curioso diálogo transcorrido na Grécia clássica dos filósofos, numa certa residência onde um pai interroga seu filho a respeito da educação que este recebe por conta de um certo filósofo. O menino, contudo, escusa-se de responder à inquirição paterna informando não poder fazê-lo naquele momento. Mas o pai insiste, afinal, é seu filho e quer que as instruções que receba sejam as melhores, de modo que insiste com seu garoto. Este, porém, mantém-se na recusa e por fim seu pai se irrita e enfurecido ante o que pensa ser a rebeldia do filho, desfere-lhe uma sonora bofetada no rosto. O garoto, então, chorando e afagando a face dolorida, exclama: “Eis aí, meu pai, o que tenho aprendido: a respeitar os mais velhos, a perdoar os ofensores, a fazer o bem até mesmo a quem me faz o mal!”
Desde tempos os mais remotos, não é tarefa muito fácil educar os filhos, pois ora os mimamos em demasia, ora negamos-lhe a necessária cota de carinho e das duas formas provocamos dramas motivados pela carência de atenção que no futuro poderão se manifestar até mesmo como incentivo à criminalidade. Mas como caminhar o caminho do meio, oferecendo aos espíritos reencarnantes o devido esclarecimento sem derrapar na excessiva liberalidade nem na repressão castradora? Como observar os limites apontados pela amiga Rita?
Na atualidade, psicólogos e pedagogos se debruçam com maior ênfase sobre o problema e há que louvarmos importantes contribuições literárias como a de Içami Tiba, que em “Quem ama, educa” oferece informações técnicas sobre como não transformar os filhos em criaturinhas tiranas na família nem adultos de caráter malformado, representando um peso para a sociedade. A contribuição espírita, no entanto, precisa ser seriamente considerada, porquanto se o profissionais leigos vêm a expressão do problema, o Espiritismo preconiza suas causas na origem de fato, que é a personalidade da alma imortal, viajora do tempo e do espaço e assim realizando seu lento aprendizado de conformação moral ante os ideais de engrandecimento que somente a consciência burilada poderá avaliar. Enquanto tal não se dá, é compreensível que os seres se comportem de maneira inadequada quanto aos valores que devem nortear uma sociedade harmonizada, cabendo aos líderes, a começar pelos pais, o papel de bons condutores,
A ação evangelizadora levada a efeito na intimidade da Casa Espírita deverá, portanto, transcender seus limites físicos e encontrar eco nos lares de suas redondezas, especialmente no de seus frequentadores, mesmo aqueles que o sejam eventuais, preconizando o imprescindível culto doméstico do Evangelho e o comparecimento ao menos às reuniões públicas de esclarecimento, cujos temas deverão sempre abordar os conceitos de transformação de hábitos, sentimentos e maneira de ver o mundo, facilitando aos pais a tarefa de serem exemplos para aqueles que eles desejam serem também, um dia, pessoas de bem.
A lição começa em casa
Francisco Muniz - jornalista e avô
Sem ideias para escrever este artigo, peço sugestões a amigos espíritas e as mulheres é que opinam. Rita sugere “algo a respeito da família, do papel dos pais no crescimento dos filhos, de até onde a gente pode interferir...”, enquanto Fátima Christina aponta um assunto “voltado para a educação - escola e pais - como dar limites?” Como se vê, são temas correlatos e se complementam com uma das sugestões de uma outra Fátima, que pretende eu escreva sobre “o estudar como fator de transformação” ou, mais especificamente, “estudar e o crescimento espiritual”, principalmente em razão dos tempos de transição que já vivemos no planeta desde o século passado e se intensifica neste terceiro milênio.
São temas pertinentes, convenhamos, e eis que acordo de madrugada matutando acerca do impositivo e então me recordo que há aproximadamente 10 anos comentei, no posfácio ao livro “Os novos tempos chegaram”, que o amigo espírita feirense Evilásio Menezes publicou pela editora DPL, algumas linhas relativas à pedagogia espírita. Dizia, naquela ocasião, que a evangelização de crianças e jovens no âmbito da casa espírita deveria ser acompanhada necessariamente pela instrução moral dos familiares, especialmente seus pais, para se garantir esse aprendizado diferenciado, motivando a troca de pensamentos e ideias voltados para a harmonia geral.
Em seu livro Evilásio Menezes iniciou a exploração de uma temática que iria aprofundar em “Pedagogia da consciência”, sua mais recente obra, agora publicada pela Editora EME. “Os novos tempos chegaram”, dentre várias informações, traz-nos ao conhecimento um curioso diálogo transcorrido na Grécia clássica dos filósofos, numa certa residência onde um pai interroga seu filho a respeito da educação que este recebe por conta de um certo filósofo. O menino, contudo, escusa-se de responder à inquirição paterna informando não poder fazê-lo naquele momento. Mas o pai insiste, afinal, é seu filho e quer que as instruções que receba sejam as melhores, de modo que insiste com seu garoto. Este, porém, mantém-se na recusa e por fim seu pai se irrita e enfurecido ante o que pensa ser a rebeldia do filho, desfere-lhe uma sonora bofetada no rosto. O garoto, então, chorando e afagando a face dolorida, exclama: “Eis aí, meu pai, o que tenho aprendido: a respeitar os mais velhos, a perdoar os ofensores, a fazer o bem até mesmo a quem me faz o mal!”
Desde tempos os mais remotos, não é tarefa muito fácil educar os filhos, pois ora os mimamos em demasia, ora negamos-lhe a necessária cota de carinho e das duas formas provocamos dramas motivados pela carência de atenção que no futuro poderão se manifestar até mesmo como incentivo à criminalidade. Mas como caminhar o caminho do meio, oferecendo aos espíritos reencarnantes o devido esclarecimento sem derrapar na excessiva liberalidade nem na repressão castradora? Como observar os limites apontados pela amiga Rita?
Na atualidade, psicólogos e pedagogos se debruçam com maior ênfase sobre o problema e há que louvarmos importantes contribuições literárias como a de Içami Tiba, que em “Quem ama, educa” oferece informações técnicas sobre como não transformar os filhos em criaturinhas tiranas na família nem adultos de caráter malformado, representando um peso para a sociedade. A contribuição espírita, no entanto, precisa ser seriamente considerada, porquanto se o profissionais leigos vêm a expressão do problema, o Espiritismo preconiza suas causas na origem de fato, que é a personalidade da alma imortal, viajora do tempo e do espaço e assim realizando seu lento aprendizado de conformação moral ante os ideais de engrandecimento que somente a consciência burilada poderá avaliar. Enquanto tal não se dá, é compreensível que os seres se comportem de maneira inadequada quanto aos valores que devem nortear uma sociedade harmonizada, cabendo aos líderes, a começar pelos pais, o papel de bons condutores,
A ação evangelizadora levada a efeito na intimidade da Casa Espírita deverá, portanto, transcender seus limites físicos e encontrar eco nos lares de suas redondezas, especialmente no de seus frequentadores, mesmo aqueles que o sejam eventuais, preconizando o imprescindível culto doméstico do Evangelho e o comparecimento ao menos às reuniões públicas de esclarecimento, cujos temas deverão sempre abordar os conceitos de transformação de hábitos, sentimentos e maneira de ver o mundo, facilitando aos pais a tarefa de serem exemplos para aqueles que eles desejam serem também, um dia, pessoas de bem.
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